Frases do livro “Os Sofrimentos do Jovem Werther”

Padrão

de J. W. Goethe

“No meu antigo Blog (Palavras ao vento), o meu post mais acessado era sobre um livro, o Sofrimento dos jovem Werther, como decidi apagar o antigo blog pois continha algumas informações pessoais, fiquei receosa pois as pessoas que ali entravam para saber um pouco mais desse livro não teria mais a informação que procuravam, então resolvi hoje reinaugurar uma parte que muito me interessava no outro blog, que era meus posts sobre os livros que eu estava lendo ou já tinha lido, então uma boa maneira de recomeçar isso vai ser disponibilizando na internet novamente as minhas frases favoritas do livro.

“…haveria menos sofrimento entre os homens, se eles (…) não concentrassem toda a força de sua imaginação na lembrança dos males passados, e sim em tornar o presente mais suportável…” (pág 9)
“…a solidão é um bálsamo valioso para o meu coração…” (pág 10)
“…ser incompreendido é o destino de muitos de nós…” (pág 14)
“…a vida humana é apenas um sonho…” (pág 15)
“…quando vejo os limites que aprisionam a capacidade humana de ação e pesquisa; quando vejo que toda a atividade se esgota na satisfação de necessidades, cujo único propósito é prolongar a nossa pobre existência e, ainda, que toda a tranqüilidade em relação a certas questões não passa de uma resignação sonhadora, pois as paredes que nos aprisionam estão cobertas de formas coloridas e perspectivas luminosas… isso tudo, (…), me deixa mudo. Volto-me para dentro de mim mesmo e encontro um mundo! Mais pressentimentos e desejos do que de raciocínios e forças vitais. E, então, tudo flutua ante meus olhos, sorrio e, sonhando, penetro ainda mais neste mundo…” (pág 15 e 16)
“…Átonita, perplexa, viu-se à beira de um abismo; tudo era trevas ao seu redor, nenhuma esperança, nenhum consolo, nenhuma idéias de futuro! Pois ele a abandonou, ele que dava sentido a sua existência. Não via mais o vasto mundo a sua frente, nem aqueles que poderiam substituir quem ela perdeu, sentindo-se sozinha, abandonada por todos… Cega, oprimida pelo terrível vazio em seu coração, precipita-se para a morte, que tudo abarca, sufocando assim todos os seus tormentos…” (pág 58)
“…quando sentimos falta de nós mesmos, falta-nos tudo…” (pág 62)
“…as coisas belas da vida não passam de uma ilusão…” (pág 63)
“…Ah!, por mais de cem vezes já pequei uma faca para dar vazão a este coração amargurado. Fala-se de uma raça de cavalos nobres que, quando são terrivelmente perseguidos e encurralados, arrebatam eles mesmos, por instinto, uma veia para facilitar a respiração. Sinto-mse assim muitas vezes e gostaria de abrir uma veia que me desse a liberdade eterna…” (pág 85)
“…Sabe Deus quantas vezes vou para a cama com o desejo, sim, com a esperança de nunca mais acordar” E de manhã abor os olhos, torno a ver o sol e sinto-me um desgraçado…” (pág 102)
“…Deixe-me suportar até o fim. Apesar de todo o meu abatimento, ainda tenho forças suficientes para seguir adiante. Respeito a religião, como sabe, e sinto que ela é um apoio para os fatigados, um refresco para os sedentos. Só que… ela pode, tem que ser assim para todos? Se você olhar para este mundo imenso, verá milhares de pessoas para as quais ela não foi assim, milhares de pessoas as quais ela não será assim, com sermões ou sem sermões; e tem que ser assim para mim? Não foi o próprio Filho de Deus que disse: “Aqueles que meu Pai me concedeu, estarão comigo”? E se não fui concedido a Ele? E se o Pai quiser me guardar para si como o meu coração me diz? Por favor, não me interprete mal; não veja malícia nestas palavras inocentes; é a minha alma inteira que mostro a você; caso contrário, preferiria ficar calado; não gosto de desperdiçar nem uma palavra sobre coisas que todo mundo entende tão pouco quanto eu. O que é o destino do homem, senão carregar a sua cruz e esvaziar o seu cálice? Se foi amargo demais a Deus, Nosso Senhor, ao levá-lo aos seus lábios humanos, por que devo dissimular e fingir que é doce? E porque deveria me envergonhar, justamente no terrível momento em que toda a minha alma oscila entre o ser e o não ser, em que o passado surge como um raio sobre o abismo sombrio do futuro e em que tudo o que me rodeia desaba e o mundo fenece comigo? Esta não é a voz da criatura oprimida, carente, afundando sem parar, e que se contorce em meio a esforços inúteis e exclama: “Meu Deus! Meus Deus, por que me abandonou?”. E deveria me envergonhar destas palavras, deveria recear o momento que não escapou Àquele que tem o poder para dobrar o céu como um lençol?…” (pág 103 e 104)
“…Às vezes digo a mim mesmo: o seu destino é único; considere os outros felizes… ninguém sofreu tanto assim. E, depois, leio um poeta antigo e é como se estivesse lendo o meu próprio coração. Tenho que passar por tanta coisa! Ah! Será que já houve antes de mim homens tão desgraçados?…” (pág 106)
“…Que morra sem consolo aquele que caçoar de um doente que viaja até a fonte mais distante, agravando assim a sua doença e tornando mais doloroso o que lhe resta de vida; aquele que menospreza o coração aflito que, para se libertar dos remorsos e dos sofrimentos de sua alma, faz uma peregrinação ao santo sepulcro! Cada marca impressa por seus pés no caminho tosco é uma gota de alívio para a sua alma angustiada e, a cada dia de viagem, o coração torna-se mais leve, diminuem as aflições. – E será que vocês chamariam a isto de desvario? Vocês, negociantes de palavras, aí sentados em suas poltronas” – Desvario! – Ó, Deus! Veja as minhas lágrimas! Por que Você, que criou o homem assim tão pobre, ainda teve de lhe dar irmãos para roubarem-lhe o pouco que possui e a pouca confiança que tem em você, em você, que é todo amor! Pois a confiança numa raiz milagrosa, nas lágrimas da vinha, o que é, senão a confiança em Você, que pôs em tudo o que nos envolve o dom da cura e do alívio de que tão comumente necessitamos? Pai que não conheço! Pai que outrora me enchia a alma e agora retira de mim o seu olhar, chama-me até você! Não fique calado tanto tempo! O Seu silêncio não deterá esta alma sequiosa… E será que um homem, um pai, iria se zangar vendo o seu filho, que inesperadamente regressa, atirar-se em seus braços e gritar: “Estou de volta, meu Pai! Não se zangue por eu ter interrompido a caminhada que, segundo a sua vontade, deveria ser bem mais longa. O mundo é igual em toda parte, no trabalho e na fadiga, na recompensa e na alegria; mas o que me importa isso? Só estou bem onde você está e quero sofrer e gozar diante de seus olhos.” E Você, Pai celeste e misericordioso, não faria caso dele?…” (pág 109)
Descrição do Livro:
   O romance mais famoso da literatura alemã, Os sofrimentos do Jovem Werther é a história (contada em cartas) de uma paixão cujo limite é a própria morte. É a negação de um homem em relação à sociedade e ao mundo despido dos valores emocionais. Quando de seu lançamento em 1774, esta obra-prima gerou uma onda de suicídios entre os jovens que se identificavam com o destino trágico de Werther.
    Johann Wolfgang Goethe é considerado o maior escritor de toda a literatura alemã. Sua vasta obra representa uma profunda reflexão sobre o destino do homem e das nações. Considerado precursor do Romantismo, foi muito além, para alcançar uma compreensão mais abrangente das leis que regem a natureza humana.

**Mais frases em http://pt.wikiquote.org/wiki/Os_Sofrimentos_do_Jovem_Werther

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  1. Tem gente que lê este livro e odeia e tem gente que lê este livro e gosta, a questão é que em ambos os casos a maioria não entende a metade do livro, ainda que ache que entende. O que ajuda muito a entender é uma boa edição do livro como a edição comentada da L&M POCKET.
    O primeiro fato interessante no livro que eu acho é o fato do Werther ser o próprio autor: Goethe. As outras é que não é apenas uma questão de amor não correspondido, mas nesta questão mostra toda uma questão de princípios, respeito e valores, inclusive do Werther ao futuro marido de Carlota/Charllotte. Uma coisa que acha interessante no livro também são as Odes à natureza que contém no livro e de que é comum neste movimento literário, o bucolismo, o contato com o verde, o sensível.

    Fiquei com a impressão que esses românticos eram pessoas que na época iam contra tudo que a maioria das pessoas valorizavam, como as questões burocráticas, o desenvolvimento das indústrias, ter um emprego, uma profissão… e o Werther com sua força mostra que há coisas mais importantes do que isso. Por exemplo quando ele brinca com os irmãos de sua amada, não é simplesmente isso, mas mostra uma valorização da inocência, em um mundo em que a cada dia isso some. o Werther é um romântico não somente por que ele é apaixonado e sofre com isso, mas por que ele enxerga a vida com um filtro sensível, humano, natural.

    Casamento, vida, família, amor, honra, princípios.

  2. Olá! Este livro é completo e saborosíssimo. Deve-se apenas ter o cuidado dé encontrá-lo numa boa tradução, visto que, por tratar de diversas questões morais, filosóficas, sociais e etc., não pode ser uma tradução reducionista. Isso compromete muito o entendimento, como ja foi dito pelo amigo ai em cima. Até!

  3. Tenho uma paixão por esse livro, e em especial pela forma que foi escrito, a linguagem me atrai muito, e a figura do jovem Werther me transmite simplicidade, lealdade e o principal; o amor verdadeiro e incondicional, o amor dispido de quaisquer ranços vindo da sociedade outrora machista e anti-sentimental.

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